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quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Primeiro aniversário na firma
É extremamente gratificante a sensação de estar contribuindo, das maneiras que posso, para a segurança e bem estar da população, fazendo a minha parte sem medir esforços, não apenas por esse ser o meu dever como servidor público, mas simplesmente porque essa foi a carreira que eu escolhi seguir!
Abaixo segue uma compilação de vídeos com alguns dos momentos mais marcantes que passei neste período, com imagens de treinamentos, operações e apreensões que realizei.
https://www.youtube.com/watch?v=LChEpYTSEPA&feature=youtu.be
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
E eu só quero dessa vida é ser feliz
Tem gente que acha que sabe o que quer
Tem gente que quer mas não sabe que quer
Tem gente que não vai atrás do que quer
Tem gente que não consegue o que quer
Tem gente que consegue mas não quer
Querer não é poder
Poder não é querer
Tem gente que não tem nada, mas tudo quer
Tem gente que tem tudo, mas não deixa de algo querer
Algumas vezes eu não sei o que eu quero
Algumas vezes eu não consigo o que eu quero
Algumas vezes eu esqueço o que eu quero
Algumas vezes me lembro de esquecer
Que eu sempre preciso querer
Algo além do que eu posso ter
Tentando inutilmente completar o meu ser
Outras vezes me lembro de esquecer
Que existem coisas que eu quero mas não posso ter
Que existe algo que eu não posso ser
Que não há mais para onde crescer
Me lembro simplesmente de correr
Em direção ao fim do arco íris, uma hora vou chegar
Ou talvez não, talvez eu nem saia do lugar
Mas sei que pelo menos vou descobrir
Se o limite está na minha mente ou se ele há de existir
E só aí que deixo de querer
E finalmente volto a viver
I say never be complete, I say stop being perfect, I say lets evolve, let the chips fall where they may.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
O show de José
Há alguns anos atrás (uns 15 mais ou menos) eu lembro de ter visto um filme na escola que um professor de filosofia tinha apresentado pra turma, chamado O show de Truman. Não lembro muito do filme, porque na época não achei lá aquelas coisas, então só vi aquela vez mesmo. Mas resumindo pra quem não viu, o filme trata da vida de um homem (Jim Carrey) que sua vida é um reality show gigante, em que desde o seu nascimento câmeras filmavam ele e transmitiam para o mundo inteiro, em todas as ações de sua vida, enquanto ele não sabia de nada, achando que vivia uma vida normal. Tudo na sua vida era planejado pelos roteiristas, sua família, seus amigos, suas namoradas, suas escolhas de empregos. Tudo que ele decidia na verdade já tinha sido decidido pelos roteiristas muito antes de ele pensar em decidir. Enfim, não vou entrar em muitos detalhes do filme, pra que não viu eu recomendo que assista, pois a ideia é bem interessante.
Eu lembro desse filme até hoje porque me marcou muito o tema dele. Acredito que nao apenas eu, mas várias pessoas que assistiram também devem ter pensado algumas vezes: “Caralho, será que a minha vida também não é um show de Truman? Será que existem pessoas me vendo nesse exato momento? Será que tudo que está acontecendo em minha volta não foi planejado por roteiristas? Será que os telespectadores vão curtir isso que eu vou fazer agora?” Tinha até vezes que eu me via dando uma piscadinha pra algum lugar que eu achava que podia ter uma câmera, meio que cumprimentando a galera, ou eu narrava a minha vida e pensamentos em voz alta, para os telespectadores não ficarem tao entediados nas horas que eu não estava fazendo muita coisa interessante. Brincadeira, não chegava a tanto assim não haha. Mas era por ae.
Na época, conversando com os colegas que viram o filme também, percebi que a ideia realmente era assustadora não só para mim, mas muitos outros também tinham essa preocupação. Imagine que absurdo: todas as suas ações monitoradas 24 horas por dia e de livre acesso para qualquer um que quiser ver, todos os seus segredos na verdade não são segredos, tudo o que você acredita você na verdade foi condicionado a acreditar, tudo o que você fez já estava escrito em algum lugar que você faria. Realmente na época soava como um absurdo, mas hoje, não muitos anos depois, em 2013 já não soa tão estranho assim né? Realmente, o mundo mudou.
Hoje em dia as pessoas literalmente disputam e até sonham em passar alguns meses trancadas em uma casa com uma dúzia de outras pessoas na mesma situação, com tudo gravado e transmitido para o país inteiro, 24 horas por dia. Outras pessoas sentem a necessidade de compartilhar com o mundo “tudo” o que fazem, comem, onde estão, com quem estão, etc., seja por blog, twitter, facebook, instagram e por aí vai. O “tudo” está entre aspas porque obviamente ninguém compartilha tudo, tudo mesmo. Qualquer um posta foto de um temaki com sashimi, ou de um cupcake mais colorido que um arco-íris de sobremesa, mas ninguém posta a foto do pão com mortadela e do pé-de-moleque que comeu no lanche da tarde. Qualquer um posta foto de camarote com balde de champagne na baladinha mais top da cidade, mas ninguém posta a foto do extrato da conta-corrente com saldo vermelho ou a fatura do cartão de crédito estourada responsáveis por esse life style. Ou seja, as informações publicadas pelas pessoas são obviamente filtradas, só é mostrado aquilo que elas querem que as outras pessoas vejam, pois a maioria dos posts é self brag, propaganda pessoal ou ostentação. Até aí tudo bem, é compreensível e eu não estou criticando esse tipo de ação porque eu também faço e confesso que curto até. Mas o que me preocupa é até quando teremos a segurança desse suposto filtro? Ate quando o crescimento dessa superexposição das nossas vidas será saudável?
Cada vez que penso nisso percebo que minha preocupação de adolescente está se concretizando cada vez mais. Eu percebo que eu realmente estou vivendo o show de Truman. Não só eu, mas todos nós, cada vez mais e nem percebemos, e sem querer até apoiamos isso. Nossas vidas está cada vez mais expostas e aberta para qualquer pessoa do mundo ver, graças à “evolução” da internet.
Vivemos hoje em um mundo cercado de câmeras ao nosso redor. Qualquer local que você entrar existe uma grande chance de haver alguma câmera filmando tudo o que você faz. Shoppings, lojas, restaurantes, baladas, bares, bancos, hotéis, motéis, e até em algumas residências particulares, qualquer lugar desses que você entre existe a possibilidade de você estar sendo filmado por uma câmera de segurança. E mesmo nos lugares que ainda não adquiriram esse dispositivo de “segurança” cada vez mais acessível, garanto que nestes locais pelo menos metade das pessoas ao seu redor possui uma câmera de alta resolução em seus bolsos, que pode ser ativada em menos de 5 segundos pelo seu usuário. Ou seja, se você fizer algo que alguém considere interessante, você será filmado ou fotografado fazendo isso. Talvez você não precise nem fazer nada, o simples fato de você ser uma pessoa interessante já é motivo suficiente para você ter a sua imagem registrada, sem sequer saber disso. Existem câmeras cada vez menores e mais disfarçáveis, podemos estar sendo filmados em lugares que nem imaginamos que existe uma câmera, ou até por pessoas que nem desconfiamos. Quanto tempo será que vai demorar para fazerem um óculos que possui uma câmera embutida em sua lente, ou até que seja possível implantar uma GoPro nos olhos das pessoas para que literalmente tudo o que elas vejam fiquem registrado? Parece utópico, mas não vou me surpreender se um dia acontecer, ou até se já existir essa tecnologia. Como se todas essas câmeras em locais fechados e nos bolsos das pessoas não bastassem, vivemos em um tempo em que uma única empresa sozinha já conseguiu registrar em foto praticamente TODOS os lugares abertos do mundo e publicar na internet. Quanto tempo será que vai demorar para existir um google street view ao vivo, em tempo real? Será que estamos muito longe ainda desse dia? Será que já não existem lugares no mundo que já existe essa tecnologia como forma de teste e só o google sabe?
Além de estarmos cercados de câmeras por todos os lados, graças à maravilhosa era da informação, qualquer pessoa pode publicar anonimamente nossas imagens pessoais online, e em menos de um dia dependendo da relevância dela ela já pode ser acessada por milhares de pessoas. Até o momento não existem limites, a opinião da pessoa filmada/fotografada é indiferente sobre o conteúdo ser publicado ou não. Isso porque qualquer um pode postar o que quiser, do jeito que quiser e a hora que quiser. Qualquer um pode fazer um site de notícias e divulgar e inventar quanta merda quiser, pois quanto mais merda, mais gente vai se impressionar e compartilhar amanhã com seus amigos. Criam-se hoje mais sites de notícias do que criam-se notícias que valem a pena ser lidas. A Constituição Federal da República garante a inviolabilidade da intimidade e da vida privada e também a liberdade do pensamento, vedando o anonimato. A internet garante exatamente o contrário. Hoje muita gente já deve ter mais fotos online que nem sabe da existência delas do que fotos salvas no próprio computador pessoal. Existem bebês com menos de um ano de idade que já possuem mais fotos postadas em redes sociais do que eu possuo fotos guardadas da minha infância e adolescência inteira. Vivemos em um tempo em que um casal faz um vídeo íntimo para guardar de recordação e alguns dias depois milhões de pessoas já poderão assistir ao vídeo, enquanto a protagonista do vídeo chora, se suicida, processa o ex, se muda de cidade, ou apenas aproveita os 15 minutos de fama, dependendo de como ela lida com esse tipo de situação. Vivemos em um país em que uma mulher que faz um vídeo provando que passou a noite com um cantor famoso internacionalmente se torna uma celebridade em menos de uma semana por causa desse feito, e um bando de otárias que nem ela ainda a idolatram por isso (Isso que o vídeo só mostra o garoto dormindo). Estamos em uma época que qualquer acontecimento um pouco fora da rotina de nossas vidas faz com que nosso primeiro pensamento seja se estamos sendo vítimas de uma pegadinha e olhamos ao redor procurando a câmera escondida. A profissão paparazzi já não é mais uma profissão, é apenas uma prática que qualquer pessoa faz ao ver alguém famoso hoje em dia. Se preocupamos muito mais em registrar os momentos do que aproveitá-los.
Isso que eu só comecei a falar sobre imagens, porque na verdade eu me preocupo mais ainda se penso em outras informações que fornecemos às outras pessoas e nem imaginamos. Todos já sabemos que o governo americano possui acesso a praticamente todas informações que eles querem, independente da gente aceitar isso ou não. Mas pior que isso é pensar se será que é só o governo americano mesmo que tem esse privilégio? Será que é só com os governos que temos que nos preocupar? Será que não existem pessoas muito mais mal intencionadas que podem ter acesso a todas as minhas informações? Não questiono isso apenas pela existência de hackers, que todo mundo sabe que podem fazer isso sem problema algum. Mas sinto que confiamos muito hoje em dia em sites, empresas, aplicativos, aparelhos eletrônicos, etc.
Todo mundo hoje em dia precisa ter um celular com GPS. Admito que ele facilita demais minha vida, posso encontrar lugares com mais facilidades e fazer check-ins em lugares legais que frequento e postar em minhas redes sociais. Mas em contrapartida ele registra todos os lugares que eu estiver e envia essas informações para alguém ou algum lugar, que provavelmente armazenará essas informações em um banco de dados. Ok, muito bom saber que algumas pessoas podem saber 24 horas aonde eu estou e estes lugares ficarão registrados para sempre. Além disso, agora que foram inventadas as tais das nuvens virtuais (cloud storage), todos os arquivos que salvamos nesses sensacionais dispositivos móveis ficam automaticamente e instantaneamente salvos nessa tal de nuvem, para ficarmos mais “seguros”, pois não corremos os riscos de perder mais nossos arquivos se algo acontecer com nossos celulares. Legal, todas as minhas fotos, videos, conversas, anotações, projetos, segredos, intimidades, que eu mantenho no celular, TUDO está a salvo em algum lugar em uma dessas nuvens, para que eu possa acessar de qualquer lugar do mundo a hora que eu quiser. Mas será que eu sou o único que posso acessar? Será que esses meus arquivos ainda são só MEUS? Isso não vale apenas para celulares, computadores pessoais também podem ter essa tecnologia instalada. Sem mencionar as informações que compartilhamos com nossos amigos e conhecidos, por mensagens, conversas telefônicas, programinhas como whats app, snapchat, instagram, facebook, etc. Mas qual o problema, se as pessoas que eu compartilho informações são meus amigos? Eu confio nessas pessoas, não tenho problema em conversar abertamente com elas sobre qualquer coisa. O problema é que não há nada que garanta que seus amigos serão as únicas pessoas com acesso a essas informações. Garanto que o criador do whats app possui informação suficiente para ficar bilionário, se quiser tirar proveito da situação. Esse cara já possui informações de milhões de pessoas, informações que podem destruir relacionamentos, falir empresas, levar pessoas à cadeia, causar assassinatos, entre tantas outras. O criador do facebook tamb... não, pera, o criador do facebook já ficou rico faz tempo, mesmo antes de começar com aqueles anúncios do lado da página, não foi? Uau, como será que isso aconteceu? O criador do Snapchat já deve ter um arquivo de fotos que vale mais do que o patrimônio inteiro do Hugh Hefner. Tudo isso que eu falei deve soar óbvio, pois claro que os criadores possuem acesso a todas essas informações que devem estar salvas em algum lugar, pois armazenamento virtual hoje em dia já não é mais problema. Mas será que só os donos dessas empresas mesmo que possuem esses acessos? Será que qualquer funcionário trabalhando nelas não podem acessar também esse tipo de informações?
Na maioria dos sites que existem por ai você precisa fazer seu cadastro, fornecer várias informações pessoais, e-mail, escolher um nome de usuário e senha. Normalmente o site ainda te diz: “cadastre-se, é de graça”. É de graça se for pensar em termos monetários, porém as informações pessoais que você fornece para um site que você não sabe quase nada a respeito não valem nada? Óbvio que você pode inventar as informações, mas o problema maior que vejo é em relação à senha. É tanto cadastro que a gente faz atualmente que ninguém tem paciência ou memória para lembrar tanto nome de usuário/senha, então a maioria das pessoas recorre à solução mais simples: usar sempre o mesmo usuário e senha, para todos os sites. Tranquilo, é só um site que eu provavelmente nunca mais vou acessar, certo? O problema é que essa senha vai ficar gravada em algum lugar no arquivo do site, e se você sempre usa a mesma senha, você acaba de fornecer para o site (e todos os funcionários que trabalham nele) sua senha de praticamente todos os outros sites ou redes sociais que você tem cadastro. Sem falar se a senha do seu e-mail ou conta de banco não for a mesma também, aí não quero nem pensar. No início a gente entrava na internet para buscar informações, hoje a internet que busca informações nossas. Já nem me surpreendo mais quando entro em um site pela primeira vez e o site me bombardeia de anúncios extremamente específicos de produtos que eu já procurei em outros sites, e eu penso: uau, esse site consegue ler minha mente? Idem quando vou procurar algo no navegador de busca do meu celular, e eu escrevo 3 letras da primeira palavra e ele já me mostra a frase inteira que eu ia digitar. Será que esse celular possui poderes sobrenaturais ou ele já sabe mais da minha vida do que eu mesmo sei, simplesmente porque quase todas as informações da minha vida estão nele?
Em um post que eu escrevi nesse blog a uns 5 anos atrás eu comentei sobre a possibilidade da tecnologia evoluir a um ponto que ela faria tudo por nós, robôs nos obedeceriam e fariam os trabalhos manuais e assim sobraria mais tempo para cuidarmos de nós mesmos e realizar os trabalhos que envolvem um cérebro. A tecnologia realmente evoluiu demais desde aquele post até esse, mas infelizmente eu sinto cada vez mais que em vez de a gente controlar a tecnologia, ela que está passando a nos controlar. Aplicativos de dieta nos dizem o que devemos comer, dependemos de sites e aplicativos para sabermos aonde devemos ir e de GPSs para saber qual caminho devemos seguir, os sites já sabem de coisas que eu quero comprar e nem eu mesmo sei ainda, redes sociais me dizem quais pessoas que eu devo conhecer e me relacionar, sites de busca mostram informações com o meu nome sobre a minha vida que nem eu mesmo lembrava que existiam, nós confiamos muito mais no que a internet nos diz do que em nossos professores, família e amigos. Sites e programas já completam as minhas frases antes de eu terminar sequer de pensá-las, e me corrigem como se soubessem o que eu quis dizer quando escrevo algo diferente. Estamos cada vez mais perto daquela cena do filme Click, em que o Adam Sandler descobre que o seu controle universal começa a tomar decisões para ele baseado nas suas decisões passadas, então ele perde o autocontrole e passa a maior parte da vida no piloto automático. Hoje escolhemos postar a foto do temaki no instagram, amanhã nosso próprio celular vai postar a foto do pão com mortadela.
Resumindo então, percebemos até o momento as seguintes semelhanças de nossas vidas com o show de Truman:
1. Estamos constantemente cercados de câmeras, e temos nossas vidas expostas cada vez mais, voluntariamente ou não.
2. Algumas pessoas podem saber 24 horas por dia onde estamos ou estivemos, e também com quem estamos ou estivemos.
3. Nossas conversas são gravadas.
4. Nossas informações pessoais já deixaram de ser pessoais há muito tempo.
5. Nossas decisões cada vez menos podemos chamar de nossas.
Ou seja, se você também se preocupava se estava vivendo o show de truman, não precisa mais se preocupar, agora você tem motivos o suficiente para acreditar que está, seja em maior ou menor grau, mas cada vez maior. Intimidade e privacidade serão termos estudados nas aulas de história por nossos filhos daqui a alguns anos.
Apesar de tudo sou extremamente a favor da evolução dos meios de comunicação e grato por todas as facilidades que a era da informação nos trouxe, mas acho que é importante questionarmos o que nós podemos tirar de bom dessa evolução e o que ela pode tirar de nós. Até que ponto queremos nossas vidas divulgadas para estranhos? Será que precisamos compartilhar tantos detalhes de nossas vidas espontaneamente? Será que precisamos e queremos saber tanto das vidas de outras pessoas que mal conhecemos? Será que é certo compartilhar detalhes da vida de outras pessoas sem a permissão delas? Será que queremos assistir ao filme “O show de José da Silva”, ou o “O show de Maria Aparecida”? Será que realmente precisamos de uma TV com 6 bilhões de reality shows? Será que eu ainda sou o roteirista da história da minha vida, ou cada vez mais alguém estará escrevendo-a por mim? Será que tem alguém me observando nesse exato momento enquanto escrevo este post?
Pra fechar seguem aí embaixo os links de dois vídeos de um dos humoristas mais engraçados/inteligentes da atualidade falando sobre alguns dos assuntos que eu falei no post.
terça-feira, 22 de julho de 2008
“E mesmo que seja fácil ser livre, qual a sua definição de liberdade?” (Fat Mike)
1ª - Diminuir a carga horária média de trabalho brasileira de 40 horas semanais para 30. E eu não digo isso por vagabundagem. Na verdade, para esse fato ser possível, seria preciso gerar mais aproximadamente 33% de empregos do número de empregos existentes atualmente (não sei se isso acabaria com o desemprego no país, mas com certeza ajudaria bastante), e consequentemente a diminuição da criminalidade, das pessoas passando fome, e outras tretas sociais em geral. Trabalhando menos, as pessoas teriam mais tempo para curtir a vida, mais tempo para estudar, desenvolver seus dotes artísticos, passar mais tempo com suas famílias, educar melhor seus filhos, enfim, todo mundo sairia ganhando. Talvez individualmente as pessoas seriam um pouco prejudicadas financeiramente por trabalharem menos, ou talvez não, pois trabalhando apenas 6 horas por dia as pessoas poderiam trabalhar mais dispostas, produzindo mais, e com mais mão de obra no país, o país produziria e exportaria muito mais, gerando mais capital para o país. Na verdade essa idéia não foi minha, eu vi o João Gordo falando sobre isso na tv uma vez... eu só dei uma adaptada hehe não sou muito fã do cara, mas nessa idéia eu achei que ele mandou bem.
2ª - Essa segunda sugestão é minha mesmo, e apesar dela ser um pouco mais complexa e exigir mais tempo do que a primeira, seus resultados esperados são muito melhores. Desde a época da revolução industrial, cada vez mais o trabalho humano vem sendo substituído por computadores e máquinas. Muitos se preocupam, porque isso aumenta cada vez mais o número de desempregados no mundo, apesar dessas máquinas e computadores facilitarem mil vezes mais as nossas vidas. Eu acho que ao invés de perdermos tempo se preocupando com isso, nós devemos é pensar em um jeito de todos nos beneficiarmos com isso. Se os computadores vêm substituindo nosso trabalho cada vez mais, por que nós não podemos evoluir a um ponto que eles substituam integralmente nosso trabalho em todos setores possíveis? O que eu quero dizer é que o mundo deveria investir muito mais nos ramos da tecnologia, informática, robótica, para que chegue um dia que o mundo esteja tão evoluído nesse sentido que ninguém mais precise trabalhar manualmente, porque robôs fariam todo o trabalho para a gente. Imagine só um mundo em que ninguém precisa trabalhar porque todos recursos necessários para nossa sobrevivência estaria sendo produzido a todo momento sem precisarmos fazer nada... eu não quero nem imaginar, deve ser muita regalia. Na verdade, isso seria legal até os robôs criarem consciência própria, se rebelarem contra a gente e dominarem o mundo, mas até lá, a gente poderia curtir muito ainda ;D